<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2114281081680129357</id><updated>2011-04-21T14:27:00.823-07:00</updated><title type='text'>Madeleine</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://madeleineo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2114281081680129357/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://madeleineo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Iki Goulart</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_7SvouaaW-Tg/S6QXClsG1EI/AAAAAAAAAGc/9XLctFF6osw/S220/hiten.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>8</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2114281081680129357.post-6843877146993864514</id><published>2008-12-29T08:24:00.000-08:00</published><updated>2008-12-29T08:50:48.996-08:00</updated><title type='text'>A cidade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_7SvouaaW-Tg/SMs1FZ2qk5I/AAAAAAAAAEU/3NxoupJgtmw/s1600-h/P9090008.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7SvouaaW-Tg/SMs1FZ2qk5I/AAAAAAAAAEU/3NxoupJgtmw/s400/P9090008.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245344557958861714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nada. Apenas um disco de concreto jogado aleatoriamente no cobertor de grama. Uma gota, um resíduo, um grão. A plataforma cinza faz pousar em sua superfície um gancho que perfura a todos: quem será capaz de romper o concreto ancestral e fincar, no solo, raízes? Apenas as torres sem nome escorrem para as profundezas seus esqueletos de metal e, como colméias, abrigam a força tarefa de um povo que trabalha para manter a cidade funcionando. E eles já não a vêem os observar. Escombros onde era luz, escombros onde era história, dejetos onde era vida. Resta a poeira da lembrança. E no contraste da lembrança com a chaga aberta do olhar, percebe-se que a cidade lança suas cores - assim vemos a população que ela pinta de dor, que ela pinta de uma luz nojenta insuportável, que ela pinta de um azul humilde de dar dó, que ela pinta com um orgulho de revirar as vísceras, que ela pinta com uma velhice de interior. A mãe cidade guarda sua prole com seu carinho estrangulador, mas hoje cresce para um povo sem face, que desconhece a simplicidade das mães que dão seu amor em troca de nada. Da cidade não se quer notícias, e ainda assim elas se esparramam pelos nossos pés, se jogam nas nossas caras, grudam na nossa pele. Seu silêncio humilde indaga: quem será capaz de rasurar definitivamente o embrião que atende por origem? Os pés se movem para fora - círculo não é limite - e discos têm que ser trocados. Mas, e o céu, como resiste às mudanças? E as mudanças que os olhos acostumados não vêem? E aquelas coisas que se vão para sempre? E o rio, que ameaça morrer? E os cordões umbilicais, dos quais se faz churrasco? E o útero, recoberto de cimento e zinco? E a prostituta, que é violentada eternamente? E os portões escorando namoros inocentes? E as cruzes, que tem suas traves entortadas? E as pessoas que se tornam pássaros ao se jogarem dos prédios? E os caminhos que se apagam nos calcanhares dos auto-exilados? E se o passe de ida também é o de volta para os que têm que partir? E se estamos, Nassar, sempre indo de volta pra casa, me diz: o que é que só a casa tem, que nela vamos buscar? Cada esquina, cada tijolo, cada copa verde, cada jardim vazio, cada praça morta, cada chuva, cada pôr-do-sol, cada melodia, o porta-ovos, o s.o.s., o genuflexório, a algibeira e os alfaiates, cachorros e as linhas que desenham as ruas - visto da janela do avião, aquele retrato em que não nos reconhecemos. Os riscos na íris, os nervos nas mãos, o calor do asfalto, a fineza da flor. Tudo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2114281081680129357-6843877146993864514?l=madeleineo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2114281081680129357/posts/default/6843877146993864514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2114281081680129357/posts/default/6843877146993864514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://madeleineo.blogspot.com/2008/12/nada.html' title='A cidade'/><author><name>Iki Goulart</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_7SvouaaW-Tg/S6QXClsG1EI/AAAAAAAAAGc/9XLctFF6osw/S220/hiten.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7SvouaaW-Tg/SMs1FZ2qk5I/AAAAAAAAAEU/3NxoupJgtmw/s72-c/P9090008.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2114281081680129357.post-2671823988690597531</id><published>2008-08-10T15:53:00.000-07:00</published><updated>2008-08-10T16:01:36.774-07:00</updated><title type='text'>A casa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_7SvouaaW-Tg/SJ9ymAPOL4I/AAAAAAAAAEE/aKBiqb_zOFE/s1600-h/PB050460.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7SvouaaW-Tg/SJ9ymAPOL4I/AAAAAAAAAEE/aKBiqb_zOFE/s400/PB050460.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233027289252245378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; line-height: 115%; font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Ao portão, escadas que são hoje escombros serviam aos pés que visavam entrada. Descansando das incontáveis solas que passavam sobre seu dorso, aquelas pedras serviam de assento aos que quisessem assistir ao desfile da vida que se apresentava com exclusividade na parte pacata do centro da cidade. E quando não havia ninguém, as folhas da trepadeira que envolvia os muros se faziam de expectadores. Era dentro, entretanto, que o teatro acontecia, e ninguém morava na casa. Lá, as pessoas viviam. Erguiam-se, além do pequeno átrio vermelho envolto em jardins, os arcos que escondiam os segredos da infância, e, quando podiam, se uniam para sustentar o peso do teto que nos servia de céu. A casa permanecia envolta no seu próprio paraíso, entre as mangueiras e a goiabeira, isolada naquele centro. Talvez assim resistisse, tendo seus velhos tijolos recobertos por vidas que deslizavam entre seus pequenos corredores, e vozes que ecoaram por décadas ocuparam o espaço, impedindo que ele implodisse, e os tacos rangeram com a lembrança dos pés que cresceram descalços sobre sua pele de verniz. A casa sempre precisou mais de nós do que nós dela. E se alguém, ainda que de memória ruim, se lembra das divisões imprecisas dos quartos, dos fins repentinos das paredes, do teto que não se podia alcançar e das janelas pelas quais a infância saltava, quem suspeitaria que a casa, com toda sua idade, guardava no âmago da argamassa que unia seus tijolos as gargalhadas do alvorecer daquela vida, o cheiro dos temperos a quatro mãos, o gosto de sono da rotina macia que a vida tem quando se inicia uma história e o gosto de tantas refeições que não terminamos juntos? Mas ela observava e zelava por nós. Por todo esse tempo, fomos recolhidos no seu interior de anciã, e nele nos criamos enquanto nos preparávamos para sair. Um dia, a janela da casa que nos recebia, olhou para dentro e se viu vazia. Nos seus quartos, esfriava o tempo, e as paredes retinham as marcas dos dedos, mas não se recordavam do toque. A casa foi abandonada e ficou cinza, abrigando a tristeza da partida da vida que a sustentava. Ficou de pé somente por memória, mas viu a balança pender para o lado oposto. A casa, então, ruiu sem sentido, se partiu em pedaços, e deles emanou o vapor de tudo que havia de secreto em suas entranhas, ascendendo ao céu como oferenda e desaparecendo em uma imensidão que a casa não podia conceber. Mas a história ainda está escrita na terra que retém a água que se infiltrou naquelas paredes, no farelo dos tijolos velhos que restaram, nos olhos que ferimos de secar nas lembranças dos portões, dos arcos, das portas, das árvores, da epiderme de tinta a óleo, das janelas que nos recebiam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2114281081680129357-2671823988690597531?l=madeleineo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2114281081680129357/posts/default/2671823988690597531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2114281081680129357/posts/default/2671823988690597531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://madeleineo.blogspot.com/2008/08/casa.html' title='A casa'/><author><name>Iki Goulart</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_7SvouaaW-Tg/S6QXClsG1EI/AAAAAAAAAGc/9XLctFF6osw/S220/hiten.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7SvouaaW-Tg/SJ9ymAPOL4I/AAAAAAAAAEE/aKBiqb_zOFE/s72-c/PB050460.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2114281081680129357.post-9034674376903480828</id><published>2008-07-01T04:41:00.001-07:00</published><updated>2008-07-01T04:48:17.769-07:00</updated><title type='text'>Fora da linha</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_7SvouaaW-Tg/SGoYHXwYZII/AAAAAAAAAD8/zz9aXJeQLJY/s1600-h/PB050480.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_7SvouaaW-Tg/SGoYHXwYZII/AAAAAAAAAD8/zz9aXJeQLJY/s400/PB050480.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218009633177232514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Há em frente à casa, uma linha que passa, ou passam por ela. Uma linha que costura o imenso território nacional tinha mesmo que ser de aço, pousada sobre infinitos dormentes – teclas glissando à medida que o trem desliza. Nunca houve como não saber da sua existência, como ignorar a presença daqueles fios indestrutíveis, silenciosos, serpeando terra adentro. Antes mesmo de enxergar, eu já sabia, pois gritava sobre eles a máquina que passava arrastando todos os sons, se lançando com fúria na velocidade, na fome de devorar distâncias, de se jogar no mar, e fazendo soar, sozinha, o som da marcha de exércitos em guerra, seus tons, semiltons, megatons e toneladas. Pequeno, eu não conseguia conceber nada maior e nada menos livre do que o gigante barulhento. Eu corria depois para os trilhos, entre eles, a examiná-los com a inocência muda das crianças que num instante reconhecem a mágica. Como podiam aquelas linhas prender o monstro enorme? Eu observava, pelo quadrado recortado no portão. E quando eu mal sabia o significava me sustentar e caminhar com meus próprios pés, surgiu uma mão, logo seguida de outras, apontando meus pés e minhas pernas, destacando a abominação – meus pés pequenos (olhei pra baixo) e minhas pernas eram tortas e não me conduziriam a lugar algum, eu nunca seguiria um rumo, nunca encontraria caminho. Por nova resolução dos homens de branco, eu tinha que andar em passadas com os pés formando um ângulo aberto, oblíquo, mais aberto que pudesse – pés de palhaço, brincavam seriamente. Com o novo andar, tornei a subir naqueles trilhos, que eram guardados já por algumas gerações da minha família. Eu, desconfio, desde antes não me encaixava. Pois terá sido desse momento que me vieram as vontades de derrubar os vagões, fazê-los descarrilar, ver os trens colidirem e as linhas se entortarem? Na impotência de não conseguir detê-los com as mãos, tal qual era minha vontade, passei a deixar pedras sobre os trilhos, na esperança de que o trem pudesse saltar ao passar sobre elas e, enfim, tombar no chão. Eu observava a armadilha infantil falhando perpetuamente. Suspeitei que a linha não só conduzia o trem, mas também o protegia, a ponto de se lançar sobre o rio com força suficiente para erguer todo o interminável comboio, sustentando sua passagem. Forças que não fossem de mil homens, não a afetaria. Conheci também os destinos de quem se esquecia em seu caminho, cruzando suas pernas com o fio de corte dos trilhos – muitas delas ficavam por lá, frente à minha casa, para serem recolhidas quando a ajuda chegasse. Em visitas, as via mais de perto, adultos e crianças, mutilados nas linhas do trem. Meu olhar sobre elas, as linhas, ficou mais grave, mas não sem ternura, que criança não faz inimigos de verdade. Mais uma vez distante, eu simplesmente observava (minha sina maior, como se vê) o rio férreo dos trilhos correm sempre à frente de todas as coisas, de nós e do tempo, e do próprio vagão – descoberta essa que seria atualizada a cada primavera, no passeio anual que fazíamos até estações abandonadas. Descobri que há meios de mudar os trens de linha, que parar um gigante em movimento é mais difícil do que eu pensava e que, por vezes, eles descarrilavam ou se colidiam como eu gostaria de ver. Já os trilhos, dificilmente se moviam. De já, concluí odiar imutabilidades. Quanto a mim, como me encaixar com aqueles pés tortos nas linhas que seguiam tão uniformes, tão disciplinadamente, tão imprevisivelmente previsíveis, dormente após dormente? Aquilo não era pra mim, eu soube, mas também sei, ainda que de pés tortos e linhas rígidas, o que é estar sobre a linha – caminho seguro – e o que é estar fora dela.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2114281081680129357-9034674376903480828?l=madeleineo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2114281081680129357/posts/default/9034674376903480828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2114281081680129357/posts/default/9034674376903480828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://madeleineo.blogspot.com/2008/07/fora-da-linha.html' title='Fora da linha'/><author><name>Iki Goulart</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_7SvouaaW-Tg/S6QXClsG1EI/AAAAAAAAAGc/9XLctFF6osw/S220/hiten.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_7SvouaaW-Tg/SGoYHXwYZII/AAAAAAAAAD8/zz9aXJeQLJY/s72-c/PB050480.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2114281081680129357.post-496270919982169360</id><published>2008-06-14T06:14:00.000-07:00</published><updated>2008-06-14T06:23:23.829-07:00</updated><title type='text'>O milagre da vida</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_7SvouaaW-Tg/SFPF3KLcIrI/AAAAAAAAAD0/JA1UsxIL-tE/s1600-h/PB050531.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_7SvouaaW-Tg/SFPF3KLcIrI/AAAAAAAAAD0/JA1UsxIL-tE/s400/PB050531.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211726745213608626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt; text-align: justify;"&gt;O milagre da vida se dá – e quem garante? Repousa em cada placa de vidro, em cada obra de cerâmica, no fino caule de cada flor, a possibilidade da fratura, a alternativa da ruína, a destruição da sua frágil materialidade. A existência pressupõe a extinção. Os números, no entanto, quem os sabe? Se estão escritos invisíveis dentro de nós, se estão gravados no pergaminho do destino ou se são impronunciáveis, tanto faz: apenas o momento sabe quando deve agir. Nosso fim está colado na nossa pele e nós o alimentamos à base de rotina e de vícios, e ele amadurece com o circular dos dias.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Chegam à Terra como exércitos descendo dos céus ou frutos despencando das árvores - muitos sadios, outros podres – os filhos do homem. Uns nascem prontos para serem devorados pela boca caudalosa e sedenta do mundo, dentes grandes e lubrificados, incisivos de navalha e molares gigantes, outros já nascem corrompidos, quase colheita perdida: mesmo a foice os nega. Nascem podres, com a cor da chaga tingindo a pele, sentem a dor da realidade, o ar grava manchas na epiderme, e logo têm o cordão&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;cortado e são levados à urna transparente – sua companhia nos primeiros dias. Levam para sempre nos olhos a fumaça desses dias iniciais e aprendem (como poderia ser?) a enxergar, com seus olhos de fumaça, através da névoa azul e preta que lhes cobre o caminho. Vêem, descortinando a neblina um mundo feito de agulhas, comprimidos, estetoscópios, ataduras, taquicardia, macas, nebulizadores, pupilas dilatadas, corpo trêmulo, reações adversas, boca seca, duas estacas atravessando do peito às costas. Da boca, exala a fumaça feito borboleta, e a fumaça toma todo o seu mundo. Tonteira, sonolência. Mas um pouco de serenidade, calmaria comprada com drogas. Povoam suas cabeças, lentamente, vozes que falam por eles, hasteando perguntas: por que é que eu tenho isso? o que foi que eu fiz? vai passar? eu vou morrer? deus gosta de mim? se a vida fosse boa, a gente não nascia chorando. Toma um desses nas mãos e examina: dopado, corroído, com o corpo carregado de ites, oses e ias, como um anjo em coma ele dorme seu santo sono – vence mais um dia. Está talhado nos passos da dança da fumaça o seu destino, talhado o seu número, convocado sem atraso. A fumegante criatura sobrevive e se pergunta se acaso não é a vida a real enfermidade. Em meio a névoa, ele ouve dizerem: nasceu - e compreende: contraiu vida.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2114281081680129357-496270919982169360?l=madeleineo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2114281081680129357/posts/default/496270919982169360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2114281081680129357/posts/default/496270919982169360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://madeleineo.blogspot.com/2008/06/o-milagre-da-vida.html' title='O milagre da vida'/><author><name>Iki Goulart</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_7SvouaaW-Tg/S6QXClsG1EI/AAAAAAAAAGc/9XLctFF6osw/S220/hiten.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_7SvouaaW-Tg/SFPF3KLcIrI/AAAAAAAAAD0/JA1UsxIL-tE/s72-c/PB050531.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2114281081680129357.post-5225625699471768401</id><published>2008-04-30T08:49:00.000-07:00</published><updated>2008-04-30T09:01:30.156-07:00</updated><title type='text'>Da beira do rio</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_7SvouaaW-Tg/SBiXcpzcJkI/AAAAAAAAACU/UnHA9orereM/s1600-h/PB050510.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_7SvouaaW-Tg/SBiXcpzcJkI/AAAAAAAAACU/UnHA9orereM/s400/PB050510.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195068688685606466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;No ano em que eu nasci, ele se estendeu e foi até a porta da minha casa molhar a escada. Essa classe de seres, nós os temos por muito silenciosos, por mais escandalosos que sejam - e são - e não ouvimos senão o seu tímido chiar, enquanto na verdade eles rebentam com violência.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Sei que desde sempre eu tenho ouvido, dentro da minha cabeça, o ressoar de histórias que ninguém me contou, e que se arrastam na parede interna do crânio, com seus nomes esquecidos e datas rasuradas. Contam de um dos pilares que sustentavam o céu, um pilar cujas extremidades nunca podíamos ver ao mesmo tempo, e era desconhecida a quantidade de homens necessária para dar uma volta ao seu redor. Um pilar solitário, solando seu trabalho de Atlas frente a um relógio sem ponteiros, ignorando as dimensões do tempo. Parecia, de fato, o braço de um deus sustentando a abóboda. Certa vez, porém, como num suspiro, esse braço relaxou e escorreu, pousando no campo seu corpo de serpente, mole e leve. Despertou de um sono tranqüilo, percebeu sua condição e passou a perseguir obstinadamente seu horizonte, seu poente, seu fim – que nunca alcançava, mesmo esticando os dedos. Foi assim que escorreu pousado no leito, em seu sono milenar, cortando o relevo acidentado das terras ancestrais, bombeando vida terra adentro e fazendo nascer suas extensões, o que conhecemos por plantas e animais, mesmo parecendo ao resto do mundo que estava, na verdade, morto. O tempo correu, ente veloz, fazendo com que tudo que brota se esticasse ao céu, espalhando pó, imprimindo à vida um caráter de círculo e talhando nos rostos riscos de sua passagem. Em suposto silêncio, o rio sentia na fina superfície de sua pele, a passagem do seu célere irmão, a tocar com os pés ligeiros sua camada mais fina. E em suas margens, se depositavam os produtos que o tempo fecundava, em pilhas. Os pés, que iam à ele buscar força para perpetuar a vida, iam até ele para se banharem na sua eternidade, agora iam apenas para regurgitar no seu rosto os podres, as sobras da sua espiral decadente. Até que pararam de ir visitar ancestral, pois aprenderam a facilidade de simplesmente enfiar tubos diversos em suas veias, em sua espinha, em seu sistema nervoso, para melhor drená-lo no conforto de suas aglomerações e despejar furiosamente de volta no seu corpo caudaloso as entranhas, os constituintes da civilização. O rio ficou à margem, esquecido, como um mendigo. Criam-se em seu corpo a flora e a fauna modernas – os peixes dejetos, os bichos sucatas, as flores cadáveres. Passa-se sem notá-lo, no frenesi cotidiano, ignorando-o. E podem ouvir o rio somente os que nascem com seu som na cabeça, escalando os tímpanos. Ao seu lado, se pôs certa vez uma casa, a casa, a casa de portas, janelas e teto grandes, por onde o vento soprava à vontade, sem precisar pedir passagem. A casa feita de frente pro rio, sua primeira visão ao despertar, e a última ao adormecer. A única casa próxima ao esquecido ancestral. E foi até ela que ele resolveu subir, quando chegou a notícia da vinda de um bebê. Nada disso se esconde, pode ser lido tranquilamente no emaranhado do chiar tímido do rio, que emprestou suas margens à minha infância. E reconheci sua voz em minha cabeça quando pisei descalço ao seu redor, e eu o encarava de cima da ponte, de onde quase me deixaram cair quando bebê, de todos os lados, de onde eu gostava de deixar meus olhos boiarem nas águas, até a vertigem. O rio, ele não tem raiva, nem rancor, nem solidão. Promete somente continuar bombeando a si mesmo na carne da terra, até que sua força termine, e, humilde, não espera ser salvo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2114281081680129357-5225625699471768401?l=madeleineo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2114281081680129357/posts/default/5225625699471768401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2114281081680129357/posts/default/5225625699471768401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://madeleineo.blogspot.com/2008/04/da-beira-do-rio.html' title='Da beira do rio'/><author><name>Iki Goulart</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_7SvouaaW-Tg/S6QXClsG1EI/AAAAAAAAAGc/9XLctFF6osw/S220/hiten.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_7SvouaaW-Tg/SBiXcpzcJkI/AAAAAAAAACU/UnHA9orereM/s72-c/PB050510.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2114281081680129357.post-915041131833682189</id><published>2008-02-15T11:01:00.000-08:00</published><updated>2008-02-15T11:50:12.436-08:00</updated><title type='text'>A gota azul</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_7SvouaaW-Tg/R7XjrxRjhxI/AAAAAAAAACE/0o_wLSehM2Y/s1600-h/PB050541.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_7SvouaaW-Tg/R7XjrxRjhxI/AAAAAAAAACE/0o_wLSehM2Y/s400/PB050541.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5167286488578361106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo que é chuva cai. Nem sempre quando se espera, nem sempre onde se quer. É do feitio das nuvens atrasarem o parto e do costume do vento carregá-la para outro lugar. Imprevisível chuva. De reter tudo que evapora e sobe ao céu, feito oferenda aos deuses, numa gestação sigilosa, e irromper de volta em torrente ou chuvisco, ignorando o sol, a seca, o campo, os dejetos urbanos, as roupas no varal e os cabelos alisados a ferro. Há de cair em suicídio, infinitos anjos se jogando do Paraíso, pra atingir o chão com a sinceridade de um estalo, com a humildade de não ter asas. E reproduz o som de seus gritos de morte – a queda, pois cai em silêncio – a simples chuva. Assim escorrem, corrompendo com o próprio corpo tudo que lhes opõe passagem, penetrando papéis, apodrecendo madeiras, deslizando encostas, enchendo e transbordando rios, para que se elevem e invadam as casas. Cai a infinita chuva, que torna tudo irregular. Cai, mas deixa colorido o horizonte, porque cai com suas tintas roxas, pigmentos laranja, amarelos e cinzas, seu ar solene e seu carnaval cromático. Deixa o sol se pôr em seu final, num silêncio grave, enquanto a cidade se derrete, escorrendo com suas cores, silenciosas e quentes, num mesmo lugar, um mesmo recipiente. Do mesmo modo, escorre a paisagem, todo o panorama que se vê, e a própria cor dos olhos, as montanhas, os campos, construções, estátuas e pessoas – chocolate colorido derretendo. Escorrem e completam a paleta, dilúvio de cores, na mão do pintor que observa, em seu ateliê vazio e sem luz, contempla a tela em branco. Ele sente o puro ressoar do Nada, até a exaustão. Vira-se, então, para as tintas e as arremessa com fúria na tela, modelando-as com as mãos, quase argila, sem obter resultado, a não ser sufoco. Senta, se já não sabe o que é respirar, e abaixa a cabeça, ouvindo a chuva. Os pulmões, também, são capazes de se virarem do avesso,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e o ar vem de dentro de nós para o resto do mundo. Pensou ser isso a inspiração e se lembrou do rio, que sobe suas margens e atravessa planos para levar os filhos da gente para o oceano da saudade eterna e, com raridade, quase nunca, sobe até nossa porta para deixar uma criança vinda do seu próprio leito. Tomando o pincel, o pintor traduz a cena para a tela, em sua esgrima solitária, e se realiza. O quadro é, agora, o centro do ateliê vazio. Mas é num canto, no chão, entre todos os restos, bisnagas gastas, papéis sujos, idéias despedaçadas e a lama da preguiça, que surge o inesperado.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Uma, entre as infinitas gotas de chuva, uma entre todas as cores da infinita paleta – a gota azul respira.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2114281081680129357-915041131833682189?l=madeleineo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2114281081680129357/posts/default/915041131833682189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2114281081680129357/posts/default/915041131833682189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://madeleineo.blogspot.com/2008/02/gota-azul.html' title='A gota azul'/><author><name>Iki Goulart</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_7SvouaaW-Tg/S6QXClsG1EI/AAAAAAAAAGc/9XLctFF6osw/S220/hiten.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_7SvouaaW-Tg/R7XjrxRjhxI/AAAAAAAAACE/0o_wLSehM2Y/s72-c/PB050541.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2114281081680129357.post-8687839407167668440</id><published>2007-12-20T08:24:00.000-08:00</published><updated>2007-12-28T19:18:26.901-08:00</updated><title type='text'>Álbum</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_7SvouaaW-Tg/R2qYC3xtYCI/AAAAAAAAABs/N7aZoW_rVuk/s1600-h/PB050533.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5146092699323818018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_7SvouaaW-Tg/R2qYC3xtYCI/AAAAAAAAABs/N7aZoW_rVuk/s400/PB050533.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O amor se vê por cima dos ombros. Está nas suas costas, na torção do seu pescoço. Tantos planos, tantos sonhos e ambições e pôr o amor numa data certa, feito uma flor num vaso, e esperar que ele ali desabroche. Vê que ele pula, salta, numa espécie tosca de tentativa de vôo (pois ele também tem as asas tortas) e pousa atrás de você. Sempre. Tudo isso para sustentar o redundante: o amor é aquilo sobre o qual o pó repousa. E veste o manto do tempo. Reconhecido anos depois como evidências de um crime, batom no colarinho, pegadas no barro, farelos de biscoito, faca suja de manteiga. É o que querem dizer os rostos em sua imutabilidade – não eterna, que o tempo há de devora-los – em sua mudez de esfinge. Os almanaques listam, as enciclopédias detalham, os jornais anunciam, os dicionários enumeram e todo mundo consente que o amor é irradiar energia, é jorrar luz. Eu me pergunto o porquê, então, do desbotamento azul do vestido, o porquê dos riscos da velhice na pele, o porquê da devastação cancerígena nos cabelos. Suspeitei sempre que fosse algo que anda baixo, quase rastejando, pelos cantos, e que sai junto com o vento quando se abre a porta. Imperceptível e persistente. Aquilo é que era o amor – afirmo para me questionar. Mas foi ele quem fez os olhos enxergarem opacos, as mãos tencionarem seus músculos para se segurarem e enfrentar, sem perceber a correnteza multiforme do caos apelidado vida. E, ao mesmo tempo, criar coragem para, nesse meio, montar morada e combinar seu sangue na composição de uma coisa que em nenhuma cor lhes é similar. Ouve, e sempre ouviu, agitarem suas células, o som, e tem clara a consciência de que é senão o eco de um amor já coberto de pó. Que perdura. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2114281081680129357-8687839407167668440?l=madeleineo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2114281081680129357/posts/default/8687839407167668440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2114281081680129357/posts/default/8687839407167668440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://madeleineo.blogspot.com/2007/12/lbum.html' title='Álbum'/><author><name>Iki Goulart</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_7SvouaaW-Tg/S6QXClsG1EI/AAAAAAAAAGc/9XLctFF6osw/S220/hiten.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_7SvouaaW-Tg/R2qYC3xtYCI/AAAAAAAAABs/N7aZoW_rVuk/s72-c/PB050533.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2114281081680129357.post-5361000329352717015</id><published>2007-11-20T09:13:00.000-08:00</published><updated>2007-11-23T09:05:52.509-08:00</updated><title type='text'>Página em branco (ou isso)</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_7SvouaaW-Tg/R0MbTkdPc2I/AAAAAAAAAAU/SoKr10no21E/s1600-h/PB180592.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134978023150285666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_7SvouaaW-Tg/R0MbTkdPc2I/AAAAAAAAAAU/SoKr10no21E/s400/PB180592.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_7SvouaaW-Tg/R0MaTUdPc1I/AAAAAAAAAAM/XMmI9pAsJDA/s1600-h/PB180592.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um gole de petróleo, que é a bebida da moda. Mas, claro, com um pedaço de madeleine, que é o que dá a viagem. Peço aqui a licença - que eu sei que será me dada - para ir sozinho, e prometo que mando notícias desses lugares que já não podem mais ser visitados. Isso para quem quiser ficar. A porta é logo ali. Não tenho intenção de fazer arte de espécie alguma, nem poética, nem visual, pois para isso me falta a veia, o coração, o pó de pirlim-pim-pim. Meu interesse é puramente nostálgico, retrospectivo. Somente tomo a liberdade de não ser objetivo - pois isso eu sei fazer. É que é para estender nesse varal os achados e perdidos dos meus escombros. Isso é apenas uma experiência, sem demais pretensões, sem leis, sem contornos, sem futuro imaginado, sem querer provar nada para ninguém. Pode ser, a qualquer momento, alterado de qualquer maneira, reformulado ou deletado. Pretendo, portanto, violar tudo o que foi dito acima, e anunciar, desde já, o fim disso tudo. O fim é o que mais temos em comum com a vida. Isso é efêmero, é volátil e vai sumir, mímese do cotidiano, destino, transitório permanecer. Míngua, o relato do que se foi. Feitas as devidas considerações, eu me sirvo, com a devida licença.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2114281081680129357-5361000329352717015?l=madeleineo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2114281081680129357/posts/default/5361000329352717015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2114281081680129357/posts/default/5361000329352717015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://madeleineo.blogspot.com/2007/11/pgina-em-branco-ou-isso.html' title='Página em branco (ou isso)'/><author><name>Iki Goulart</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_7SvouaaW-Tg/S6QXClsG1EI/AAAAAAAAAGc/9XLctFF6osw/S220/hiten.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_7SvouaaW-Tg/R0MbTkdPc2I/AAAAAAAAAAU/SoKr10no21E/s72-c/PB180592.JPG' height='72' width='72'/></entry></feed>
